Políticas da IBJJF excluem faixas pretas africanas e europeias do Mundial 2021

O jiu-jitsu pós-pandêmico

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O Calendário 2021 da IBJJF está repleto de eventos para o resto do ano, até a grande final, o momento que todos esperávamos: o Mundial 2021.

Foi um começo lento no início. Saltando de volta entre o oeste selvagem que é o Texas e as praias sem lei de Miami, a federação começou a trazer de volta as competições pelas quais todos ansiamos durante os meses agonizantes da quarentena.

Agora, no calendário de IBJJF é repleto de Opens nas varias cidades de Atlanta a New Orleans.

O 2021 Pans acabou de dar início a uma nova onda de campeões pós-pandemia. Uma nova ascensão de competidores sem nenhum medo, capazes de financiar e arriscar viagens para esses eventos cheios.

O Brasil está a seguir o exemplo, as relas de quarentena variam de estado para estado, permitindo que a IBJJF e a UAEJJF realizem algumas competições. Sul-americano e Rio Winter de CBJJ já passaram e agora o Brasileiro, um evento de 9 dias, vai ser realizado no final de outubro atraindo atletas de todo o Brasil e países vizinhos.

A Europa, por outro lado, continua sendo uma terra de ninguém no que diz respeito às competições. Com um total de zero eventos da IBJJF realizados em 2021, é impossível para cinturões de blak fora dos Estados Unidos ganhar pontos de qualificação para competir no Mundial.

A atleta, Yasmira Pires Dias (Yas) da Brazilian Power Team (BPT) em Portugal, como qualquer outra atleta, está dando a vida pela chance de conquistar o título mundial. Quando conhecemos Yas pela primeira vez no europeu de 2019, ela estava abrindo caminho no meio da multidão, de muletas para apoiar seus companheiros de equipe de qualquer maneira que pudesse para incentivá-los.

Agora, em 2021, ela está totalmente recuperada e pronta para subir no ranking da IBJJF. Como qualquer atleta, ela estava ansiosa para pegar seu lugar no pódio como Campeã Mundial.

Mas blackbelts precisam acumular vários pontos para poder competir. Esses pontos são obtidos competindo e vencendo em campeoatnos locais ou regionais dos quais houve um grande total de ZERO fora do Brasil e dos Estados Unidos.

Bem, deve haver algum tipo de exceção pós-pandemia, certo?

Quando Yas procurou saber com a organização o que ela poderia fazer sobre para escrever no mundias, foi recebida com indiferença:

“Vá aos EUA para pegar os pontos”.

Injustiça nas práticas e políticas da IBJJF

As pessoas dizem que as esteiras nos igualam, mas há atletas em todo o mundo que vivem respirando contradições a essa suposta igualdade. Yas tem a sorte de navegar seu caminho através do complicado processo de imigração para obter o altamente cobiçado visto americano, mas exigir que um atleta viaje de um lado para outro da América para competir no Aberto a fim de ser um campeão mundial é racismo sistêmico em seu melhor.

Onde está a equidade para atletas europeus, africanos e asiáticos que desejam oportunidades iguais de serem coroados Campeões do Mundo?

A Federação de Jiu Jitsu dos Emirados Árabes Unidos (UAEJJ) tem sido a graça salvadora para os atletas de fora dos EUA. Desde sua criação em 1997, Sua Alteza Sheikh Tahnoon Bin Zayed Al Nahyan, tem canalizado dinheiro para o esporte. O tour do Grandslam não só oferece aos atletas uma opção viável fora dos eventos limitados da IBJJF, como também pagam prêmios em dinheiro aos atletas, bem como tempos de avião gratuitos para o World Pro para cada vencedor do GrandSlam.

Este é um esforço incrível sendo feito por esta federação específica, mas não faz absolutamente nada para ajudar Yas a se tornar o novo Campeão Mundial de 2021 ou para mitigar as outras desigualdades que os atletas enfrentam diariamente.

Yas Dias Faixa Preta guianense

Leia mais sobre Yas Pires Dias no BJJ Heroes

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